Indicação ocorreu durante convenção da Federação PSOL/Rede, que abriu mão da candidatura ao governo de Goiás para fortalecer a chapa majoritária da coligação
A presidente do PSOL Goiás, Cíntia Dias, foi indicada como candidata a senadora pela Federação PSOL/Rede na manhã deste domingo (2), na sede do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal no Estado de Goiás (Sinjufego).
A indicação foi feita na convenção eleitoral da federação composta pelo seu partido e pela Rede Sustentabilidade. Na ocasião, o grupo deliberou coligação com a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), PDT e PSB na chapa majoritária para governador, vice e duas vagas no Senado.
A federação pessolista indicou Cíntia Dias para chapa, com um dos nomes para o Senado e liberou a indicação dos dois suplentes para os partidos que integram a coligação.
Base do presidente Lula
Segundo a candidata, que ainda precisa ser registrada no Trisbunal Superior Eleitoral (TSE), essa é a união entre os partidos que integram o campo progressista e a base do presidente Lula (PT) em todo o Estado.
Hoje, são sete legendas: PT, PCdoB, PV, PSOL, Rede, PDT e PSB. “É uma prova de que Goiás é um estado progressista. Nós existimos aqui, somos resistência e a potência desse estado. Não é o Agronegócio que move nossa Economia. São os trabalhadores que estão na indústria, no agro, nas empresas, no mercado de trabalho”, acrescentou.
A união entre as sete legendas foi marcada pela retirada de sua pré-candidatura ao governo de Goiás para compor a chapa do do ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno (PT) e do advogado Carlos Mundim (PDT), agora como postulante a uma vaga no Senado.
“Nós integramos uma chapa forte, um palanque forte para o presidente Lula e contra a a extrema direita. É isso que a união entre os partidos da frente democrática, que enfrenta o bolsonarismo todo retrocesso que estes políticos representam”, afirma.
Quem é Cintia Dias?
A presidente do PSOL Goiás é cientista social, líder classista e mãe de dois filhos.
Cíntia foi candidata a governadora de Goiás nas eleições de 2022, quando ganhou destaques nos debates eleitorais e ficou em quinto lugar, com 20 mil votos.
Disputou também as eleições para vereadora em Goiânia (2012 e 2024), deputada estadual (2010) e vice-governadora (2014).
O que Cintia Dias defende?
Neste pleito, como candidata indicada pela Federação para a disputa do Senado, a presidente reitera que sua busca será por representar a classe trabalhadora, pelas mulheres, pelas mulheres negras, mães, pelos LGBTQIAPN+, pelos homens companheiros, pelos negros e pela juventude periférica que precisa de representantes no Parlamento. “Nosso compromisso é por legislar para quem precisa. Para apresentar nossos nomes, mostrar que nós existirmos, vamos mudar a realidade destes trabalhadores”, afirmou.
Fim da escala 6×1
A candidata a senadora, que também é presidente estadual do partido, afirmou ainda que terá a missão de acabar com a escala 6×1, junto com a frente do presidente Lula. “A nossa luta é pelo futuro da classe trabalhadora. É para reduzir a escala de trabalho de 6×1 para 5×2, para darmos mais condições de lazer a todos. É inadmissível a quantidade de horário de trabalho que vivemos hoje e só não foi aprovado, ainda, porque há deputados e senadores que não estão comprometidos com a classe trabalhadora”, discursou.
Próximos passos
Junto com a aprovação do nome da presidente do PSOL, a Rede Sustentabilidade também aprovou a indicação de Patrick de Noronha (Rede) como candidato a suplente na chapa da Coligação.
Seu nome será indicado na chapa com Cintia ou na suplência do segundo nome indicado pela coligação, que deve acontecer nos próximos dias. São pré-candidato: Isaura Lemos (PSB) e Aldo Arantes (PCdoB).
A indicação dos candidatos, inclusive de Cíntia, ainda passarão pela coligação de sete partidos que farão a frente do presidente Lula no Estado.
A alocação do nome de Patrick e dos nomes dos dois suplentes da chapa de Cíntia serão indicados posteriormente, em deliberação das legendas que integram a coligação.
